Pneumonia: Quais os Sintomas e o Tratamento

A pneumonia é uma doença comum, que afeta pessoas de todas as idades. Conheça as causas, sintomas e tratamentos.


O sistema respiratório é o responsável pela absorção de oxigênio pelos organismos, gás vital para a produção de energia necessária ao metabolismo. Nos seres humanos, ele tem início nas narinas, segue pela laringe, traqueia, brônquios, bronquíolos e finalmente os alvéolos. É justamente aí que se instala a pneumonia, uma doença inflamatória que afeta estes pequenos sacos que, em condições normais, permanecem cheios de ar, até que ocorram as trocas gasosas (absorção de oxigênio e eliminação de nitrogênio e gás carbônico).

A pneumonia é bastante prevalente: afeta todas as faixas etárias e condições sociais. Ela é também uma das principais causas de morte em doentes debilitados, como crianças, idosos e portadores de doenças infectocontagiosas. As causas mais comuns são a invasão de agentes infectantes ou irritantes (bactérias, fungos, vírus ou reações alérgicas) no espaço alveolar, que fica inundado por líquidos, fato que impede a absorção do oxigênio.


Felizmente, os microrganismos responsáveis pela pneumonia não são altamente infectantes, ao contrário do que ocorre com o Influenza (o vírus da gripe e seus subtipos) e os rinovírus (mais de cem subtipos de vírus, todos eles transmissores dos resfriados). Porém, uma gripe ou resfriado, por provocarem irritações em todo o sistema respiratório e também por reduzirem a imunidade orgânica, podem facilitar a instalação da doença.

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Outras Causas da Pneumonia

O tabagismo é um hábito nocivo a diversos tecidos e sistemas do corpo humano. Especificamente no caso da pneumonia, ele provoca irritações e reações inflamatórias, que facilitam a penetração de microrganismos. O abuso de álcool afeta o sistema imunológico e, consequentemente, a capacidade de defesa do sistema respiratório.

A pneumonia química (ou pneumonia por aspiração) não é provocada por agentes infectantes, mas pela inalação de substâncias danosas aos pulmões, tais como a fumaça, os defensivos agrícolas, os inseticidas domésticos, etc. Estas substâncias invadem os alvéolos e dificultam as trocas gasosas e facilitam as irritações.

A exposição muito frequente a aparelhos de ar-condicionado também é nociva. Estes equipamentos são excelentes por proporcionar melhor qualidade térmica (oferecendo temperaturas mais amenas aos ambientes), mas também causam o ressecamento do ar, facilitando principalmente as infecções por vírus e bactérias.

Por fim, gripes e resfriados mal cuidados respondem por vários casos de pneumonia. Estas duas infecções só podem ser superadas quando o organismo encontra meios de defesas contra os vírus e consegue neutralizá-los.

Muitas pessoas negligenciam a prevenção e tratamento destas doenças, consideradas “normais”. O contrário também é válido: muitos indivíduos gripados ou resfriados se automedicam com uma quantidade excessiva de remédios, que podem mascarar os sintomas e passar a impressão de que a infecção já foi superada.

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Quais os Sintomas da Pneumonia?

Os sinais da gripe são muito semelhantes aos de gripes, de resfriados fortes e de algumas afecções respiratórias, como amidalite e laringite. Estes sintomas, no entanto, são mais intensos, a ponto de não poderem ser confundidos pelo paciente.

Febre alta, calafrios, tosse, dores no peito, alterações da pressão arterial, indisposição e fraqueza, mal-estar generalizado, toxemia (intoxicação resultante do excesso de toxinas no sangue) e secreção de muco esverdeado ou amarelado (que indica a presença de pus e, em consequência, de uma infecção) são sintomas característicos da pneumonia.

Outros sintomas são: confusão mental (principalmente em idosos), suor excessivo, dor de cabeça, perda de apetite, dificuldades para ingerir alimentos sólidos e líquidos, dor aguda no peito (que piora ao respirar ou tossir) e fadiga extrema.

Não é preciso que o paciente perceba a totalidade destes sintomas. A simples sensação de uma gripe forte demais já é um alerta para buscar socorro médico. Isto pode ocorrer apenas por uma mutação do vírus Influenza, mas esta condição também merece atenção de saúde: algumas variedades de gripe já se mostraram potencialmente letais.

Diagnóstico e Tratamentos

O diagnóstico da pneumonia é feito através de exame clínico, auscultação dos pulmões, teste de escarro e radiografia do tórax. Uma vez comprovada a instalação da doença, pode ser necessário o suporte de exames laboratoriais, para verificar o agente infectante.

Na maioria dos casos de pneumonia bacteriana ou fúngica, a ministração de antibióticos, acompanhada de descanso e hidratação, consegue debelar a pneumonia em três ou quatro dias (sempre é necessário mais algum tempo de repouso para que o organismo como um todo possa se refazer da agressão). O tratamento quase sempre é feito em casa, exceção feita a idosos, crianças e pacientes com febre muito alta.

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A internação também pode ser feita quando os médicos constatam alterações clínicas, como deficiência cardíaca, comprometimento renal, forte dificuldade respiratória ou problemas arteriais.

As pneumonias virais são mais raras, mas não podem ser combatidas com antibióticos. Os tratamentos podem envolver corticosteroides, aumento de líquidos, apoio respiratório e utilização de ar umidificado no quarto do paciente.

Em todos os casos pneumonia, medicamentos devem ser usados para combater os sintomas. É muito importante não dar AAS às crianças, não se automedicar com antibióticos, nem tomar remédios contra a tosse sem prescrição médica: os xaropes podem tornar mais difícil para o organismo recuperar a capacidade de expectoração.

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