Óleo de Coco – Para que Serve? Emagrece e é Bom para o Cabelo

Uma gordura que promete ajudar a emagrecer: será possível? Afinal, para que serve o óleo de coco?


Existem dois tipos de óleo de coco: refinado (extraído do coco seco) e extravirgem (do coco fresco, em até 48 horas depois da colheita). A forma mais comum de encontrá-lo é a líquida, que pode substituir outros óleos vegetais no preparo dos alimentos.

O óleo de coco também pode ser encontrado em pílulas, que devem ser ingeridas duas vezes ao dia. É importante não esquecer, porém, que se trata de uma fonte de gorduras saturadas, que ajudam a aumentar os níveis de HDL (o colesterol “ruim”). E, se ele entra na dieta, alguma outra fonte de lipídios precisa ser eliminada.


óleo de coco

Óleo de Coco Emagrece?

A substância se tornou febre a partir de 2012. De acordo com seus propagandistas, o óleo de coco serve para emagrecer. No entanto, as pesquisas ainda são inconclusivas. Um estudo conduzido pela Universidade de Alagoas, em 2009, acompanhou 40 mulheres obesas entre 20 e 40 anos. Todas seguiram, por 12 semanas, uma dieta com restrição calórica (aumento da ingestão de fibras e vegetais, redução do consumo de carboidratos e manutenção do nível de gorduras) e fizeram caminhadas diárias de 50 minutos. No início do ensaio, todas apresentavam índice de massa corporal (IMC) e medidas abdominais parecidos e níveis semelhantes de HDL e LDL.

Metade do grupo de controle recebeu pílulas de óleo de soja e o restante, de óleo de coco. Ao final do estudo, as que consumiram óleo de coco tiveram aumentados os níveis do colesterol “bom” e reduzidos os de colesterol “ruim”. A redução do IMC foi observada nos dois grupos, mas a redução da medida abdominal, apenas no segundo.

Os nutrientes do óleo de coco

Uma colher e meia (de sopa) de óleo de coco, equivalente a uma porção, contém 129 kcal, um total de 15 g de gorduras (na maior parte, saturadas), 0,01 mg de ferro, 0,1 mg de vitamina K e 0,01 mg de vitamina E. O alimento não possui proteínas, nem carboidratos.

Como se pode ver, o óleo de coco é constituído basicamente por gorduras (87%). De acordo com alguns nutricionistas e endocrinologistas, isto o torna contraindicado para alguns grupos, como os portadores de problemas cardiovasculares (ou com histórico familiar destas intercorrências). Portanto, a inclusão do óleo de coco na dieta deve ser acompanhada por um especialista. A porção diária de uma porção equivale a 59% do valor diário recomendado.

benefícios do óleo de coco

Benefícios do Óleo de Coco

Os defensores do óleo de coco utilizam um argumento convincente: a maior parte das gorduras saturadas (tanto na forma líquida, com em pílulas) é constituída por triglicerídeos de cadeia média, mais bem metabolizados pelo fígado e rapidamente transformados em energia.

Ainda não há consenso, mas o óleo de coco ajuda a emagrecer. Um estudo canadense de 2000 demonstrou que o consumo estimula a oxidação das gorduras. Quando as células do tecido adiposo (presente, por exemplo, no abdômen e nos quadris) são oxidadas, elas se transformam em energia, usada por todas as células humanas em suas funções. Desta forma, a gordura ingerida não fica depositada no organismo, formando “pneus”.

O óleo de coco acelera o metabolismo. O ácido láurico (também presente na fruta fresca e seca) faz as células trabalharem mais rapidamente, “queimando” mais energia e exigindo que o corpo utilize suas reservas (que podem estar em uma “barriga de chope”). Desta forma, a substância pode ser considerada como termogênica.

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Mais uma qualidade do óleo de coco: ele confere saciedade. Logo depois das refeições, sentimo-nos satisfeitos e mesmo o aroma de um prato delicioso não estimula a vontade de comer. Algumas horas depois, esta sensação começa a desaparecer e bate a fome. Ao consumir o óleo de coco no café da manhã, o apetite nas demais refeições do dia é reduzido.

A substância também contribui para aumentar a imunidade orgânica, por reduzir as colônias de fungos, bactérias e vírus. Ainda não há uma explicação definitiva, mas aparentemente o óleo de coco melhora as funções dos intestinos, reduzindo o número de microrganismos nocivos. Isto significa, inclusive, que o produto elimina prisão de ventre e inchaços abdominais (pela retenção de líquidos).

É preciso, no entanto, evitar o consumo excessivo, para evitar o aumento da ingestão de gorduras, fato que teria efeito contrário: o óleo de coco se torna “amigo do sobrepeso”. O excesso também pode favorecer o estabelecimento de doenças cardiovasculares e, como a substância acelera o funcionamento do sistema digestório, em altas quantidades, pode provocar diarreias.

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